Uma palavra para esse momento que vivemos.

Amados de Deus, a Paz de Cristo seja com todos. Domingo vamos exercer nossa obrigação como brasileiros e brasileiras, votando em pessoas para assumir vários postos de comando dessa nação. Como sempre temos ensinado em nossa comunidade, precisamos orar e orar muito colocando primeiramente o nosso coração diante do Senhor, pedindo serenidade, sabedoria, discernimento, clareza e coerência em nossos atos e escolhas.
Precisamos orar também por essa nação, que vive um dos momentos mais desafiadores, para que a vontade do Senhor seja estabelecida, que o Reino do Senhor avance por esse país, que pessoas sejam levantadas por Deus para assumir posições onde sejam instrumentos de justiça, verdade e cura para um país que se encontra destroçado principalmente em sua moral, valores e princípios.
A igreja também precisa de muita oração. Ela precisa se mover no Espírito, com direção do Senhor para assumir seu papel profético e direcionador, sem se perder, sem se vender ou negociar seus valores, sem querer assumir um lugar que não é o seu, mas saber claramente o seu lugar para que continue sendo sal e luz sobre esse país.
Precisamos de sabedoria do alto para entender o momento que estamos vivendo como nação. Não devemos procurar por salvadores, mas precisamos saber escolher com coerência, pessoas que tenham propostas de políticas – política de saúde, política econômica, política social, política de desenvolvimento, etc. – que estejam alinhadas com aquilo que desejamos ver construído em nosso país. Portanto, se não queremos mais corrupção, não devemos votar em candidatos suspeitos, investigados ou condenados por corrupção, em todas as esferas – deputados estaduais e federais, governadores, senadores e presidente. É como colocar a raposa para cuidar do galinheiro!
Se não queremos mais políticas ideológicas dentro das escolas, descontruindo desde valores históricos, morais e até mesmo sexuais, não podemos votar em candidatos que defendem exatamente essas pautas. É como dar um tiro no pé e achar que não vai doer e machucar.
Se não queremos ver nosso país se tornar igual a outros países, onde pessoas morrem de fome e não podem protestar sem serem mortas ou presas, então, não podemos votar naqueles que elogiam o sistema de governo dessas nações. É como abdicar da sua própria liberdade.
Se não queremos mais ver e passar por um monte de coisas que temos visto e vivido em nosso país, precisamos fazer as coisas direito e de forma diferente. Não adianta fazer o mesmo, agir da mesma forma e esperar resultados diferentes. Isso é no mínimo loucura.
Meu desejo com essas palavras é te ajudar a entender a importância de vivermos segundo uma cosmovisão cristã, e se assim fizermos, enxergaremos as necessidades dos nossos dias não segundo os sistemas e as ideologias vigentes, que tentam prevalecer sobre o entendimento e as ações das pessoas, mas como Cristo, que viu, entendeu, e interpretou corretamente as necessidades de seu tempo, estando pronto a dar sua vida por elas – “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36) – independentemente de posições políticas e vontades partidárias.
Nossa consciência em Cristo precisa estar descansada na certeza que fizemos nosso papel e que independentemente do resultado das eleições e até mesmo do que possa vir pela frente, um bom ou mal governo, continuaremos como igreja confiados nas Escrituras e na vocação divina de fazer o nosso papel – sermos luz e sal para essa nação, até a volta de Jesus Cristo.
Que o Senhor nos capacite a fazer o nosso melhor.
Deus te abençoe.
Pr. Cristiano

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