Na Força de Deus.

Existe um louvor, que não me recordo quem escreveu, mas que foi regravado pelo Paulo César Baruk, que diz: “É Meu, somente Meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em Mim”. Esta letra retrata de forma simples uma grande verdade, que esbarramos e tropeçamos constantemente, que é o fato de confiarmos e andarmos muito em NOSSA própria força e não na FORÇA DE DEUS.
Nossa natureza carnal e caída sempre procura confiar em si mesma e na sua força, afinal não queremos nos sentir pessoas fracas e incapazes, ainda mais em nossa cultura, que tanto prega sobre força e poder em si mesmo (você já deve ter ouvido o famoso “confiar em si mesmo” e “confiar em seu coração”) para mudar a si mesmo, aos outros e tudo ao nosso redor.
Esse comportamento acaba sempre nos levando ao mesmo lugar comum da frustração, afinal constantemente somos lembrados (por Deus) que a vida não funciona do jeito que gostaríamos, que as coisas não acontecem como queremos e nem quando queremos, que as pessoas não funcionam do jeito que esperamos, e que nossas forças não são suficientes para mudar tudo o que gostaríamos de mudar, muito menos as pessoas.
A verdade é que demoramos para entender o quão limitado é a nossa força, e demoramos mais ainda para aprender a caminhar na força do Senhor. A história de Moisés nos ajuda a entender isso melhor. Apesar de viver junto aos Egípcios, Moisés era hebreu e foi educado pela sua mãe materna, consequentemente recebeu por tradição oral, os ensinos sobre seu povo, sobre os patriarcas e a aliança de Senhor com Abraão. Um dia Moisés vê um homem egípcio maltratando um hebreu (Êxodo 2.11-14), e movido por sentimentos que talvez nem ele mesmo entendia completamente sobre seu povo, matou o homem egípcio e escondeu o corpo. Moisés agiu segundo seus sentimentos e na sua força, procurou resolver as coisas do seu jeito. Por um momento ele achou que tinha dado certo – e nós hein? Quantas vezes achamos que nossos planos e esforços também dariam certo? O fato é que não deu! Movido pela autoconfiança do seu suposto sucesso anterior, Moisés foi apartar a briga entre dois hebreus, quando foi surpreendido com uma resposta que mostrou que seu esforço e sua boa intenção não eram suficientes para mudar a situação daquele povo diante dos egípcios e nem mesmo dos problemas entre eles – Êxodo 2.14 “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto”. RESUMINDO: Seu plano não deu certo!
Moisés acaba pagando um alto preço, tendo que fugir do Egito e ir morar na terra de Midiã. Ali, naquela região, que o processo de mudança iria acontecer. Moisés precisava ser um homem diferente, novo em entendimento e atitudes para que pudesse cumprir o propósito de Deus não só na sua vida, mas na vida de toda uma nação. Faço uma pergunta para nós: Como queremos ver mudanças, ver o propósito de Deus se manifestar sobre nós, nossas casas, e até mesmo a nossa nação, se ainda estamos afiançados no conhecimento natural e na nossa força?
A história de Moisés começa a ser rescrita (por Deus) no encontro na sarça ardente, no monte Horebe (Êxodo 3). Moisés precisava conhecer e entender quem era o seu Deus, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. A própria manifestação do Senhor e as suas palavras mostravam a Moisés, que as coisas não seriam do seu jeito e muito menos na sua força. O Senhor era com ele, mas ele precisava aprender a andar com o Senhor e andar na sua força.
Foram muitos anos na escola do Senhor, para que Moisés começasse a aprender sobre seu papel, seu lugar e sua hora dentro do plano de Deus. Moisés precisou primeiro aprender a confiar em Deus, sem isso seria muito difícil que ele se dispusesse a fazer o que o Senhor estava pedindo, que era sair da região onde ele estava e se dirigir novamente ao Egito para exigir a libertação do povo hebreu. Depois ele precisou aprender a obedecer a Deus, para que não fizesse as coisas do seu jeito, mas do jeito do Senhor. O cajado de Moisés era um instrumento para lembra-lo que o poder vinha do Senhor, que a força vinha do Altíssimo, que as coisas não seriam como ele esperava, mas que Deus tinha um jeito certo de trabalhar e uma forma única de fazer as coisas. E assim aconteceu, praga após praga o Senhor foi agindo e tornando possível que uma multidão de escravos, se tornasse em um povo livre, e depois um povo aliançado com o próprio Deus Altíssimo.
Existem muitas coisas que parecem impossíveis aos nossos olhos, e de fato serão enquanto não aprendermos as lições de Deus. Lembre-se, nossa força natural, nossa autoconfiança, nosso desejo de controle e domínio, sempre serão nossa maior fraqueza.
Termino esse devocional lembrando das palavras de Paulo ao Colossenses 1.29 “Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim”. Andar com Deus sempre exige nosso esforço. Mas qual esforço? O esforço de se tornar fraco, para conhecer a Força do Senhor. Nossa força está em querer mais de Deus; em buscar mais a Ele; em se render aos Seus pés; em submeter a Ele; em se esvaziar por Ele, em se encher da Sua presença; em obedecer a sua vontade.
Quando nos esforçamos nessa direção, nos tornamos cada vez mais fortes, porque estamos sempre contando com a força do Senhor, da sua atuação em nós, nas pessoas e nas circunstâncias da vida – Efésios 6.10 “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”.
Lembre-se da música: “É Meu, somente Meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em Mim”. Entrega tudo a Ele, e confia de todo o teu coração.
Deus te abençoe.
Pr. Cristiano

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